sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Os Donos Disto Tudo

por josé simões, em 11.12.17


"Leonor Beleza, António Cunha Vaz, Fernando Ulrich, Isabel Mota, Graça Carvalho, Maria de Belém, Roberto Carneiro, Rui Santos Ivo, Vieira da Silva, Teresa Caeiro, Maria Cavaco Silva. Os Donos Disto Tudo aka a marcha do balão e do "arco da governação" em todo o seu esplendor.


Agora a seguir vem o argumento de que não é tudo farinha do mesmo saco, o populismo, que nem todas as IPSS são todas as IPSS, o populismo, que assim qualquer dia não há ninguém válido para ocupar qualquer lugar que seja, o populismo, que estamos a afugentar os melhores, o populismo. Descontando o facto de "os melhores" e "os mais válidos" serem sempre os mesmos, num círculo amiguista que tem o condão de afastar e interditar a participação dos melhores e dos mais válidos,  o populismo é o argumento recorrente para quando as coisas não correm de feição e são ditas na cara, sem floreados nem rococós, de modo a que toda a gente perceba. O que é certo é que na Raríssimas estava o regime todo, as aves raríssimas do famoso "arco da governação", algumas repetentes em tudo o que é organização ou associação, e não é por acaso que as coisas depois acontecem por acaso."



Há quem pense que todo este alarido e comoção vão ter consequências. Acredito que vão, neste "Raríssimo" caso. Nem me parece que este tenha particular relevância ! Quinhentos ou seiscentos euros em dois vestidos e gambas, para os quais se calhar a dita Paula tem justificação, não são nada para instituições que movimentam milhões. De BMW qualquer autarca do fundo de província anda. E esperar que alguém com capacidade para por de pé uma instituição daquelas se possa remunerar com 1600€ mensais é ser ingénuo. Qualquer técnico superior de autarquia ou administração publica, no topo de carreira e com cargo merecido ou fabricado, mesmo não fazendo grande coisa e tendo subido em consequência da mera passagem do tempo, ganha o dobro ou o triplo disso - e ninguém se tem indignado por isso. E de Nepotismo (governo dos familiares e amigos) está o país bem servido há décadas, ou à séculos ... diante do nariz da maioria daqueles que agora bradam "morte à dita"!

 Para alterar muito mais talvez seja necessário fazer grandes alterações não só no regime politico e na estrutura legal mas, também, no  código moral aceite pela população da Europa do Sul.  Não me parece que alterações dessas estejam no horizonte ... mas para quem está em baixa altimetria o horizonte não está muito distante.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SANGUINHO - FAIAL DA TERRA
SÂO MIGUEL - AÇORES


Até aos anos 40s foi um lugar com vida própria. Encaixado numa plataforma entre o Labaçal e o Faial,  permitia vidas de pastoreio não longe das pastagens e não longe da "vila" principal e do mar. Era um dos locais mais pitorescos e singulares da ilha de S. Miguel. A toponímia advém de planta endémica dos Açores conhecida pelo nome de Sanguinho (Frangula azorica ).


Nos anos 90s estava abandonado e parcialmente em ruínas. Com injecção de "Fundos Comunitários" a "Terra Mar - Associação para o Desenvolvimento Local nos Açores", e uma ou outra  "Organização da Sociedade Civil" de alguma forma "patrocinadas” pelo Governo dos Açores e apadrinhadas pela Câmara Municipal da Povoação, intervieram e recuperaram alguns edifícios - canibalizando outros. Mas desapareceram a meio do trajecto de recuperação quando se suspeitou de alguma "orgia financeira" associada e o "maná" externo teve de desapareceu. As casas adquiridas pela organização na qual participava a Terra-Mar alegadamente passaram para o domínio de um dos sócios dessa organização, privado (estrangeiro). Não sabemos em nome de quem se encontram registadas nem quem financiou a operação de compra maciça de casas por ali na altura da Terra-Mar. Na Fajã do Araújo, no Nordeste, aconteceram operações semelhantes de compra maciça de propriedades por parte de cidadão estrangeiro (2015/16). Muitos suspeitaram que a lavagem de dinheiro não era alheia àquelas estranhas movimentações mas tal nunca passou de suspeita. Esses grandes fluxos financeiros também passaram pelo Sanguinho e, presentemente, o "comum dos mortais" não sabe aquilo de quem é.

Nas últimas décadas aconteceram algumas intervenções meritórias, com adaptação de construções alegadamente a alojamento local (turístico). Com acesso automóvel até à entrada do lugar, é um espaço de características únicas na Ilha de S. Miguel e com acesso relativamente fácil. Acrescem aos atractivos próprios deste lugar, o trilho e cascata do Salto do Prego, assim como o areal e varadouro do Faial da Terra.
Tentamos identificar os proprietários destas moradias e avaliar as condições de aluguer. Mas não encontramos "o fio da meada" nem quem nos informasse sobre condições de uso. A Terra-Mar está no “limbo” ou extinta e aqueles que com ela se intersectaram indicam estarem a maioria daquelas propriedades dominadas por uma cidadã alemã que vive na Ilha.

Único contacto que encontramos:
Sanguinho - Turismo de Natureza nos Açores Lda.
Endereço:
Casa João Moleiro, Apartado 23,, Faial da Terra, 9650-160 Povoação
Telefone: 961 555 646
 









Faial da Terra, visto do Sanguinho







 


Coordenadas da "extinta" organização que se proponha recuperar o Sanguinho e que, alegadamente, foi generosamente financiada para o fazer:

Terra Mar - Associação para o Desenvolvimento Local nos Açores
Sede: Avenida Inf D. Henrique 111
9500-764 Ponta Delgada
NIF 512038392. CAE 94995
Tel.: 296 652 413   Fax: 296 281 825
E-mail: terramar@virtualazores.com
Orgãos directivos da associação: …
Vide registo de constituição na Conservatória de Registo Comercial de Ponta Delgada e actas das assembleias gerais eleitorais. 






 Veredas de acesso à cascata do Salto do Prego.















Em baixo, o Sanguinho em 2005, na época em que a TerraMar estava a intervir nas construções que tomara posse.




quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Os "Prós-e-Contras" 
do desviar o olhar jornalístico daquilo que é relevante!


domingo, 11 de junho de 2017

Defendemos a igualdade apenas com aqueles que são superiores a nós.
Erich Maria Remarque

sexta-feira, 12 de maio de 2017

EXAMES

"Os exames assustam até os que estão optimamente preparados, porque o arqui-imbecil é capaz de perguntar mais do que o que o mais sábio dos homens pode responder."

Charles Caleb Colton. (1780-1832)

sábado, 15 de abril de 2017

Moinhos de Água
 na Ribeira dos Caldeirões
Nordeste - Açores

Esta foi uma das louváveis iniciativas da Câmara do Nordeste no sentido de preservar a memória da vida de muitas gerações que desfilaram por aquele concelho. Desta forma usou recursos que o Concelho não tinha, mas que circunstancialmente apareceram, para adaptar à vida de então estruturas cujas funções estavam extintas. Estas estruturas podiam estar moribundas ou mortas mas eram (e são) uma das muitas imagens da vida possivel em determinados locais e momentos. O mundo já foi outras coisas que não uma máquina comandada por um smartfone. E pode voltar a sê-lo se as circunstancias o impuserem.
Não analisamos custos de realização ou manutenção desta iniciativa e estruturas. No contexto das administrações autárquicas Lusas dos últimos 20 anos o melhor é ignorar esse "detalhe". E ignorando-o, o que está à vistam em um bom trabalho, que poucos municipais desempenharam tão bem.
Pena é que nenhum destes moinhos tenha ainda a máquina motora, e que se não tenham aproveitado os bons causais e desnível para gerar electricidade sem comprometer a grafia do local e das estruturas que se pretendem mostrar.

  Este espaço é visitado por quem pouco ou nada deixa no Nordeste. Assim o custo (deficit) da sua manutenção deveria recair nos órgãos públicos ou empresas que directa ou indirectamente beneficiam com estes visitantes (na maior parte dos casos os turistas). Um espaço destes tem impacto ao nível Ilha (animação turística) mas um peso difícil de suportar por um Município endividado e com apenas  5000 almas a quem cobrar impostos.







 


 



domingo, 9 de abril de 2017

Moinhos de Água da Feira
Algures no Extremo Nordeste.


- É frequente encontrarmos da parte dos Municípios duvidosas aplicações de recursos. Mas nem sempre tal acontece; existem excepções - e esta é uma delas. A Câmara do Nordeste que terminou mandato em 2013 adquiriu estes moinhos e terrenos adjacentes, recuperou-os e adaptou-os a Turismo Local. A Câmara que se lhe seguiu manteve o espaço em primorosas condições.
Este parece-nos ter sido um bom exemplo de preservação da memória local adaptando as antigas estruturas à vida moderna.


Ignorarmos o valor do investimento inicial e a relação das receitas com os custos de manutenção - mas, se não existiram nem existem "exageros", este parece ser um exemplo que podia ser seguido por outros municípios.
Pena foi nada ter ficado da "máquina" (Penado, Seteira e acessórios) embora se saiba que as partes móveis têm maiores exigências de manutenção.